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Pets em condomínios: cuidados e bem-estar

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Os animais de estimação (pets) hoje fazem parte das famílias e estão na maioria dos lares brasileiros. Segundo Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 46,1% dos domicílios possuem pelo menos um cachorro. E 19,3% dos lares brasileiros têm gatos. Ao todo, cães e gatos estão presentes em 47,9 milhões de residências.

Quanto dessa população vive em condomínios de casas ou apartamentos? Aí que começam os desentendimentos entre moradores e surge a necessidade de regras e bom senso. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade que condomínios não podem proibir animais de estimação nas moradias, desde que estes não ameacem a segurança nem perturbem a tranquilidade dos moradores.

Apesar de os condomínios não poderem proibir animais de estimação, não quer dizer que tudo é permitido. Cada condomínio pode estabelecer regras e normas de convivência que se apliquem para todos, explicitadas no regimento interno ou no estatuto do condomínio. As normas devem ser submetidas à votação em assembleia geral e ter voto favorável da maioria dos condôminos presentes para ser validada.

E os pets, estão felizes?

Baseado em levantamentos do IBGE, a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil é o terceiro colocado no mundo em número de animais domésticos (139 milhões), só perdendo para a China e Estados Unidos. De olho nessa demanda, o mercado imobiliário já laça empreendimentos com “Espaço Pet”, com o objetivo de proporcionar o bem-estar desses animais.

Defende-se que implantar esse tipo de espaço nos imóveis, além de entreter os animais, proporcionar local para eles se exercitarem, é uma vantagem a mais para compra/venda do imóvel e valorização do empreendimento. Os espaços pet podem oferecer alguns benefícios:

  • Reduz a ida às ruas, o que pode ser perigoso em muitos bairros, principalmente no período noturno (que é quando muitas pessoas têm tempo para exercitar seus pets)
  • As reclamações de vizinhos devido aos barulhos causados pelos pets também pode reduzir, já que o animal pode usar uma área para brincar e gastar energia
  • Qualidade de vida
  • Interação entre os animais e amizade com novos moradores, praticando ainda mais a empatia

Atenção para a boa saúde e convivência nos espaços pet

A vacinação deve ser obrigatória para todos os animais que frequentam o espaço. Aos condôminos, cabe verificar se as vacinas de seu pet estão em dia, o que significa prezar pela segurança dele e de todos em volta. A higiene também é questão primordial. Há lugares específicos para que gatos e cachorros façam suas necessidades. Isso precisa ser respeitado, e caso o bichinho faça em outro lugar, é dever de seu tutor recolher e higienizar o local.

Atenção redobrada para os tutores de cachorros grandes ou violentos, porque devem optar por ir ao ‘pet place’ em horário de menor movimento e sempre com coleira e focinheira para não atrapalhar a diversão de todos. E para os condomínios que não têm um espaço reservado para os pets, é imprescindível ficar atento às regras básicas de boa convivência:

  • Recolher os dejetos do pet em áreas comuns;
  • Coleira, focinheira e guias são essenciais para manter a segurança dos condôminos
  • Não deixar crianças sozinhas com o pet em áreas comuns;
  • Manter os pets com um nível de ruído aceitável
  • A higiene da unidade é superimportante para evitar maus cheiros e a presença de pragas no condomínio.

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