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Urbenauta instiga o conhecimento da cidade pelo corretor antes de vender imóvel
Transmitir conhecimento da história e da geografia de uma rua, de um bairro e da cidade pode ser um grande diferencial para o corretor de imóveis conseguir fechar mais vendas. Esse foi um dos conselhos dados por Eduardo Fenianos, o Urbenauta, em palestra proferida para cerca de 400 integrantes da Redeimóveis, entre diretores, gerentes, corretores e atendentes de locação das 12 imobiliárias associadas. A palestra aconteceu no último sábado, 19, no restaurante Madalosso, em Curitiba.
O Urbenauta ficou 100 dias viajando por Curitiba entre 1997 e 1998, dormindo a cada dia em uma casa. Ele percorreu todas as ruas da cidade e fez do resultado da expedição o seu negócio de vida. Montou uma editora e produziu mapas e livros sobre os bairros e sobre a cidade. “Constatei mais de 800 erros nos mapas oficiais da prefeitura e passei a vender informações para a própria prefeitura”, diz o Urbenauta, que fez viagens semelhantes por todas as capitais brasileiras.
Com a experiência, Eduardo montou palestras em vários temas. Para o mercado imobiliário, ele consegue, com suas histórias, mostrar a importância de se conhecer a fundo aquilo que vai ser vendido, ou seja, a cidade. “É claro que não vendemos a cidade em si, mas quem conhece bem a história, as curiosidades, a cultura e as características de cada bairro tem mais condições de encantar o cliente na hora de vender o imóvel”, ensina.
Segundo ele, é óbvio que nenhum corretor precisa ficar 100 dias viajando pela cidade como ele fez, mas visitas a bairros, conversas com moradores e outros tipos de pesquisas enriquecem a argumentação. Para ele, muitos mitos se quebram quando se conhece mais a fundo os bairros.
Para o presidente da Redeimóveis, Sidney Axelrud, a palestra foi muito produtiva porque mostrou que é preciso sensibilidade para enxergar detalhes que podem fazer a diferença em uma venda. “Entender a história e a realidade de cada lugar e as suas características boas e ruins dá mais força ao corretor para conseguir fazer a venda”, diz Sidney.
O corretor Adão Cruz, da Galvão, disse que a palestra o ajudou a ter uma visão melhor de Curitiba. “Geralmente você escuta falar que um bairro é violento e fica com aquilo na cabeça, mas há várias características interessantes no lugar que não podem ser descartadas. Eu já costumo fazer essas pesquisas in loco e agora sei que estou mesmo no caminho certo”, conta Adão.